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Responsabilidade Colectiva

o u a i n f e c t o - c o n t a g i o s a f a l t a d e c i v i l i d a d e

Responsabilidade Colectiva

o u a i n f e c t o - c o n t a g i o s a f a l t a d e c i v i l i d a d e

Resumo Entre-Pânicos

27.05.20 | ptpt

 

(Nem o da doença, nem o da bancarrota, é bom conselheiro).

 

Mercantilismo oportunista disfarçado de solidariedade.

Politiquice bacoca disfarçada de seriedade.

Consumismo açambarcador disfarçado de responsabilidade.

Contas de aritmética elementar disfarçadas de informação pertinente.

Indicações e contra-indicações, normas e contra-normas, disfarçadas de actuação atempada e efectiva.

 

(Assobia-se para o lado).

 

Manuais sucessivos (de instruções quantas vezes inaplicáveis) desfasados da realidade prática e portanto ineficazes.

Submissão despudorada aos interesses financeiros em detrimento e com perversão da saúde pública.

Caça descarada aos dados particulares (e privados) das pessoas, mascarado de preceituário de segurança, por parte de organismos públicos e privados:

– informação pessoal, como contrapartida para benesses de ocasião;

– informação bancária, não só por entidades de carácter financeiro;

– informação clínica, não só por entidades do âmbito da saúde.

Não se sabe quem-como-onde-quando, sob que argumentos e com que fins, tem acesso aos registos ou analisa-trata-utiliza os dados.

 

(Tapa-se o sol com a peneira).

 

Por exemplo, condicionam-se acessos mediante medição da temperatura em público, seguindo o exemplo da China (que aliás vive num regime político e social... tal-e-qual-o-nosso?).

Mas, como toda a gente (sabe) devia saber:

– uma pessoa pode – ter o vírus e não ter temperatura durante vários (até 14) dias;

– uma pessoa pode – ter temperatura e não ter o vírus;

– no quadro sintomático da doença, – o factor mais incidente nem sequer é a temperatura, é a tosse.

 

Concluindo e questionando:

 

Para haver economia saudável, primeiro tem que haver pessoas saudáveis.

 

A prisão domiciliária preventiva da população em geral, para além de ser altamente lesiva da economia a curto prazo e da saúde pública (física e psíquica) a médio e longo prazos, não compensa a falta de investimento em:

– princípios de educação cívica e alicerces de comportamento consciente;

– condições de higiene e sanidade dos espaços, serviços e equipamentos de fruição pública;

– preceitos de informação fundamentada e de ética da comunicação.

 

Em que mundo queremos viver?

 

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